San Marino é como uma ilha, só que ao invés de água, é cercado pela Itália por todos os lados. O micro-estado (61 km quadrados) é um enclave no norte da Itália. Só isso já era motivo para querer visitar. Procurar San Marino no google e ver os resultados foi outro importante. 

Além da Itália, ele também é cercado por montanhas, já que fica no meio na cadeia de montanhas dos apeninos. O país todo tem cerca de 32 mil habitantes.

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Chegada em San Marino

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Eu cheguei na parte mais baixa de San Marino e fui subindo para as torres, as maiores atrações. No caminho tinha alguns museus, mas a maioria era de bobagens kitsch como um museu da tortura. Mas parei em um restaurante para provar um prato degustação que tinha algumas comidas típicas da região, acompanhadas de uma taça de vinho sangiovese, também local.

Eles clamam serem o Estado e a República constitucional mais antigos do mundo, já que o país teria sido fundado no século 3, em uma tentativa de escapar da perseguição contra os cristãos. A constituição do país também seria a mais antiga ainda em efeito, tendo origem no século XVI.

Piazza della libertà
Piazza della libertà

A capital de San Marino, convenientemente também chamada de San Marino, foi construída no topo do Monte Titano, e construiu três torres em seus picos. Elas estão presentes nas moedas de euro produzidas lá e na bandeira nacional.

As três torres e San Marino
As três torres e San Marino

A Guaita é a mais antiga, do século XI, e servia como prisão. Ela teve que ser reconstruída no século XV, depois de uma guerra com os Malatesta de Rimini. Hoje você pode visitar as antigas celas, em que ainda se vêem grafites de prisioneiros.

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A Guaita vista da Cesta
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A Guaita vista por dentro

Uma pequena caminhada para a segunda torre, com vistas espetaculares no caminho, e cheguei na Cesta, construída sobre as ruínas de um antigo forte romano. Ela vem do século XIII e hoje abriga um museu de armas antigas. Dizem que do alto dela, em um dia bom, dá para ver até a Croácia.

A Cesta vista da Guaita
A Cesta vista da Guaita

Mais uma pequena caminhada e chego na terceira, a Montale, localizada no menor dos picos. Ela também era usada como prisão, e por isso a entrada fica a sete metros de altura. A entrada não é permitida para turistas, ao contrário das outras duas torres.

A Montale vista da Cesta
A Montale vista da Cesta

Apesar dos muros e das torres, os sanmarineses dizem que o que garantiu a independência do país foi a diplomacia. Foi assim que eles se protegeram de Napoleão, evitaram a unificação italiana, permaneceram independentes durantes as duas guerras mundiais, mesmo recebendo refugiados. Para nossa sorte, o país foi poupado na maioria das guerras e lutas, e por isso ficou tão preservado.

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San Marino é popular com os italianos para fazer compras, já que é uma zona livre de impostos. Muita gente do norte vai para lá para comprar eletrônicos. Eu confesso que não estava interessada em comprar e não prestei muita atenção, mas dizem que é melhor que o free shop dos aeroportos.

Também existem outros museus em San Marino, mas não tive tempo de visitá-los. Tinha muitas propagandas na cidade sobre um Museu da Tortura, mas não me interessou porque, sinceramente, esses museus são todos falsos. Eles apresentam alguns objetos antigos que nunca foram nem poderiam ser usados para tortura (como a tal da Pera da angústia) e alguns objetos que foram inventados séculos depois para mostrar como os medievais eram bárbaros (como a dama de ferro). Durante os séculos XVIII e XIX, exposições eram feitas para mostrar contraste entre a “idade das trevas” e os tempos modernos, e a maioria desses instrumentos foram inventados nessa época.

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Em San Marino, também aproveitei para carimbar meu passaporte no Ofício Turístico, pagando 5 euros. Achei um pouco caro, mas era um souvenir que eu queria, então valeu a pena.

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Para chegar a San Marino, o modo mais fácil é pegar um ônibus em Rimini, que dura cerca de uma hora e custava 5 euros em setembro de 2015, quando eu fui. Rimini está conectada a maior parte das cidades italianas por trem ou ônibus, além de ter um aeroporto internacional.

Escrito por Julia Boechat

Estudante de história. Já morei em Bologna, fiz trabalho voluntário em Praga e viajo sempre que posso. Sou viciada em livros e filmes e estou tentando ler/ver um de cada país do mundo.

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