Cinque Terre estava na minha lista de prioridades para conhecer na Itália! Sempre vejo fotos e comentários de que é um dos lugares mais interessantes do país.

Cinque Terre tem esse nome – literalmente as cinco terras – justamente porque é cinco cidadezinhas diferentes: Monterosso al Mare, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore. Elas são muito conhecidas pela beleza da costa, pelas trilhas entre elas e pelas casinhas coloridas. Dizem que elas são assim para que os pescadores pudessem ver suas casas do mar. Acredite se quiser, mas confesso que já ouvi tantas vezes essa história em cidades diferentes, que ficou um pouco como aquela do rei que mandou cegar um arquiteto para que ele nunca mais pudesse construir algo tão bonito.

De qualquer jeito, meu plano era conhecer as cidades e fazer as trilhas entre elas, então reservei um albergue em Riomaggiore (o pior em que já fiquei na minha vida, mais detalhes abaixo). Quando cheguei lá, descobri que as trilhas estavam fechadas, então acabei explorando as cidades por barco e trem mesmo. Valeu a pena, já que não ia ter as vistas do alto das trilhas, ter as vistas do mar. Comecei por Monterosso.

 

Monterosso al Mare

Cheguei em Monterosso de barco, vindo de Riomaggiore. Ela é a maior das cidades, com 1500 habitantes e a mais ao oeste. A cidade é dividida por um túnel entre a parte nova e a parte velha. No verão ela é bem popular por ter a única praia de areia das Cinque Terre.

Chiesa di San Giovanni Battista
Chiesa di San Giovanni Battista
Interior do Oratorio di Santa Maria di Porto Salvo
Interior do Oratorio di Santa Maria di Porto Salvo
O Gigante de Monterosso
O Gigante de Monterosso
Praia de Monterosso
Praia de Monterosso

A vila é a cidade natal do poeta Eugenio Montale, que ganhou o Nobel de Literatura em 1975. Trechos de seus poemas podem ser vistos em várias partes da cidade.

Monterosso Eugenio Montale

Vernazza

Considerada uma das últimas vilas de pescadores do mediterrâneo. Em 2011, a cidade foi muito afetada por uma enchente e teve que ser evacuada. Mesmo hoje podemos ver as cicatrizes desse desastre, embora Vernazza continue a ser linda – para muitos, ela é a mais bonita das cidades. Quando estive lá, era também a mais lotada, mas mesmo assim super agradável.

Vista de Vernazza do barco
Vista de Vernazza do barco
Vista da trilha entre Monterosso e Vernazza
Vista da trilha entre Monterosso e Vernazza

Corniglia

A única das vilas que não tem acesso direto ao mar, localizada a cem metros de altitude e cercada por três lados de vinhedos e terraços. De Corniglia se podem ver todas as outras vilas, mas ela é a que tem o acesso mais difícil, sendo necessário subir vários lances de escada para chegar lá.

Corniglia vista do barco
Corniglia vista do barco

Manarola

A vista que você tem na maior parte dos cartões postais. Em Manarola fica o Paraíso, um jardim mantido por voluntários da cidade onde você pode apreciar a vista e até comer um piquenique – uma boa alternativa aos preços altos das Cinque Terre. Também é de lá o Sciacchetrà, um vinho branco de sobremesa.

Foi uma das cidades em que passei mais tempo, principalmente no Paraíso, que é incrível.


Manarola perto

Cantinho do paraíso
Cantinho do paraíso

Manarola noite

Vista do paraíso
Vista do paraíso

Riomaggiore

A vila mais ao sul das Cinque Terre. Na Via Colombo, a rua principal, ficam a maioria dos restaurantes e hostels, mas quase tudo com preços bem acima da média da região. Aproveite os supermercados.

Riomaggiore vista do barco
Riomaggiore vista do barco

Riomaggiore 2

 

Il Sentiero Azzurro

A maior atração das Cinque Terre são as trilhas entre uma cidade e outra. Alguns dos trechos são caminhadas fáceis, enquanto outros são mais exigentes. Os caminhos frequentemente são fechados por causa das condições atmosféricas – deslizamentos de rocha acontecem e já provocaram a morte de turistas. A Via dell’Amore, o trecho mais famoso e mais fácil, ligando Manarola a Riomaggiore, está fechado desde que deslizamentos feriram alguns turistas em 2011.

Você tem que comprar um passe para poder caminhar no Sentiero Azzurro, senão arrisca ter que pagar multa!

Quando eu fui, o tempo estava fechado e as trilhas idem.

 

 

Onde ficar:

Existe todo tipo de acomodação nas Cinque Terre, mas nenhum é barato. Eu fiquei em um albergue em Riomaggiore que mais parecia um depósito de móveis abandonados, sem WiFi nem chave na porta do banheiro, pagando 25 euros. Conheci gente que ficou bem acomodada em La Spezia ou Levanto, mas também não pagou pouco.

Na verdade, dá para visitar todas as cinco em um dia se você não quiser fazer as trilhas, então muita gente faz como day-trip.

 

Como chegar:

Todas as vilas tem estações de trem, e as passagens entre uma cidade e outra custam em torno de 2 euros. Todas tem portos exceto por Corniglia, e muitos transportes as ligam a Lepanto e a La Spezia. O transporte de carro é complicado e se recomenda aos turistas que deixem o carro em La Spezia e continuem de trem.

 

Quando ir:

É o grande dilema de Cinque Terre: se você quiser fazer as trilhas, sua melhor chance é ir no verão, mas as cidades ficam insuportavelmente cheias. Se você não fizer questão das trilhas, pode ir em qualquer época do ano. Antigamente, a maioria das lojas e restaurantes ficavam fechados no inverno, mas hoje não é bem assim. O movimento é menor, mas Cinque Terre já se tornou um destino para ser visitado em qualquer época do ano.

Escrito por Julia Boechat

Estudante de história. Já morei em Bologna, fiz trabalho voluntário em Praga e viajo sempre que posso. Sou viciada em livros e filmes e estou tentando ler/ver um de cada país do mundo.

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