:Em 29 de maio de 1453, depois de um cerco de oito semanas, a cidade de Constantinopla caiu. O último imperador do Império Romano do Oriente, Constantino XI, morreu, e o Sultão Mehmed II declarou a cidade a nova capital do Impédio otomano. Apenas horas depois, a maior igreja da cidade, Hagia Sophia, foi transformada em uma mesquita. Muçulmanos, cristãos e judeus coabitariam aqui por séculos, e aos poucos a cidade ficaria mais conhecida por um nome novo: Istambul.

Esses são alguns dos monumentos mais marcantes dos mais de quatro séculos que a cidade passou sob domínio otomano.

Palácio de Topkapi

A residência dos sultãos otomanos por quatrocentos anos, esse palácio começou a ser construído pouco depois da conquista. O palácio tem centenas de quartos, mas só parte disso pode ser visitada. Por ser considerado um dos melhores exemplos de arquitetura otomana, ele é uma das atrações mais populares de Istambul.

O Harém pode ser visitado por uma taxa extra, e é onde viviam as esposas, prisioneiras de guerra transformadas em escravas e as crianças. Alguns quartos lá dentro eram conhecidos como “a gaiola”. O império otomano não tinha leis de primogenitura, assim o filho do imperador que conseguisse ascender ao trono geralmente assassinava seus irmãos para evitar rivalidades. Posteriormente, os irmãos mais novos passaram a ser mantidos na gaiola, caso precisassem assumir o trono mais tarde. Com anos de prisão domiciliar, isso deu aos otomanos mais de um sultão enlouquecido.

Mesquita Azul

Antes da construção da Mesquita Azul – oficialmente a Mesquita Sultanahmed – tinha-se a preocupação que a construção de uma mesquita com seis minaretes era uma tentativa de rivalizar com a mesquita de Meca. Mas o sultão que a construiu estava determinado em fazer algo maior do que o tentado por seus predecessores. Ela ficou conhecida como Mesquita Azul por causa dos azulejos da construção.

Apenas muçulmanos praticantes tem permissão de entrar na maior parte da mesquita, mas pessoas de outras fés ou de nenhuma fé podem visitá-la. Todos os visitantes devem retirar os sapatos e mulheres devem usar véu. Pede-se que você não coloque os sapatos de novo até ver o aviso que permite.

 

Grande Bazar

O Grand Bazaar foi uma das primeiras construções a serem feitas na cidade otomana. Ele tem 66 ruas e becos e cerca de 4 mil lojas. Lá você pode encontrar de tudo: pashminas, chá, doces, tapetes, tabuleiros de gamão, temperos. Negociar aqui é mais do que uma maneira de economizar: faz parte da cultura local. Mas nem adianta pensar que você barganha no mercado e vai conseguir levar vantagem sobre o povo de lá: eles são profissionais.

Eu que geralmente volto de viagens sem comprar nada, não consegui resistir aos chás, manjar turco e pashminas.

Escrito por Julia Boechat

Estudante de história. Já morei em Bologna, fiz trabalho voluntário em Praga e viajo sempre que posso. Sou viciada em livros e filmes e estou tentando ler/ver um de cada país do mundo.

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