Wieliczka (pronuncia-se Vielitchka) é uma mina de sal explorada desde o século XIII, e uma das atrações turísticas mais visitadas da Polônia. Um dos motivos de uma mina ser tão visitada são as incriveis esculturas de sal feitas pelos trabalhadores, incluindo quatro capelas inteiras.

Como Wieliczka é uma mina de verdade, e é completamente labiríntica, você só pode visitar com um guia. A minha nos encorajou a provar o sal na parede, o que depois da quinta vez que ela falou eu me convenci que não era pegadinha e fiz de verdade. Anti-climaticamente com todo aquele ambiente, tem gosto de sal normal.

Há uma lenda que relaciona o aparecimento da mina de sal com o casamento de Boleslaw, o casto, príncipe de Cracóvia, com uma nobre húngara, a princesa Kinga. Ela teria pedido ao pai uma mina de sal como parte do seu dote, sabendo que ele tinha muito valor na Polônia. Ela jogou o anel de noivado na mina, e quando chegou à Polônia, pediu a um trabalhador que cavasse até encontrar uma pedra de sal. No meio da pedra estava, é claro, o anel.

Por isso Kinga é a santa para quem rezam os trabalhadores da mina, e para ela é dedicada a maior capela lá dentro. Todos os elementos lá dentro, inclusive os grandes candelabros, são feitos de sal.

Além das capelas e estátuas, você também passa por lagos salgados. O passeio costumava incluir um passeio de barco, mas isso não acontece mais.

O turismo dentro da mina é bem antigo, e visitantes ilustres incluem Copérnico, Goethe, Chopin e outros. Mas antigamente os turistas faziam a mesma rota dos trabalhadores, sem as preocupações de segurança de hoje.

 

Hoje a mina abriga várias lojas de souvenir, um restaurante e um centro de bem estar, em que pessoas que sofrem de alergias crônicas podem passar a noite.

O passeio dura em torno de duas horas e meia. A entrada custa 79 zloty ou 69 para estudantes, com 10 zloty adicionais se você quiser tirar fotos na capela de Santa Kinga. A mina tem uma temperatura constante de em torno de 14 graus, então se vista de acordo.

Para chegar lá de Cracóvia, a opção mais conveniente é pegar o ônibus municipal 304 no Centro Histórico e descer em Kopalnia Soli.

Escrito por Julia Boechat

Estudante de história. Já morei em Bologna, fiz trabalho voluntário em Praga e viajo sempre que posso. Sou viciada em livros e filmes e estou tentando ler/ver um de cada país do mundo.

2 comentários

  1. Tava procurando as informações de como chegar lá, obrigado.
    Faz muito frio lá dentro?
    Vou tentar provar o sal também, hahaha

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    1. Oi, Larissa, tudo bom? Que bom que você achou as informações. A temperatura lá dentro é constante e em torno de 12 graus, então se você for no inverno, vai achar até quente em comparação com o lado de fora. Se for em outra estação, leve um casaquinho.
      Prova mesmo, hahaha. Depois me conta se você gostou.

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