A Praça do Mercado de Cracóvia, chamada de Rynek Glowny em polonês, é a maior praça medieval da Europa e é considerada pelo PPS – Project for Public Spaces como o melhor espaço público da Europa, por ser o centro de tantos festivais e eventos.

A praça vem do século XIII e tem aproximadamente 40 mil metros quadrados.

Cracóva e a maior praça medieval da Europa

No centro da praça vemos o Mercado de Tecidos (Sukennice), em um edifício do renascimento. Lá não se vendiam apenas tecidos, mas especiarias, couro, âmbar do mar Báltico e sal da mina de Wieliczka. Hoje lá são vendidos principalmente souvenirs. Você ainda pode encontrar âmbar.

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No andar de cima do Mercado, você pode visitar uma parte do Museu Nacional, dedicado a escultura e pintura polonesas do século XIX. De frente ao Mercado, vemos a pequena igreja de São Adalberto, uma das mais velhas da Polônia, o prédio redondo a direita na foto.

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Na praça também vemos a Torre da Prefeitura de Cracóvia, tudo o que resta de um antigo edifício destruído no século XIX para abrir mais a praça. A torre é inclinada, graças a uma tempestade que aconteceu no século XVIII. Ela também é parte do Museu Nacional, com uma exibição de fotos da praça.

Outra igreja na praça é a Basílica de Santa Maria, uma igreja de tijolos do século XIV. Muitas histórias pretendem explicar porque as duas torres tem alturas diferentes. Uma diz que foram construídas por dois irmãos, que tentaram competir pela torre mais alta. Muitos habitantes de Cracóvia apostam em motivos mais prosaicos, como falta de dinheiro para continuar a obra.

Um tocador de trompete anuncia cada hora da mais alta das torres. Ele para a música no meio, para comemorar o tocador de trompete que teria levado uma flecha na garganta ao dar o sinal da invasão mongol, no século XIII. Dentro da igreja, você pode ver o famoso altar de madeira.

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Em frente a igreja, há uma estátua de bronze dedicada a Adam Mickiewicz, poeta romântico nacional.

Por fim, o maior museu da praça está embaixo dela. O Museu Subterrâneo da Praça do Mercado tem a exibição “nos passos da identidade européia de Cracóvia”, e pretende recriar a cidade como era setecentos anos atrás com o uso de hologramas e máquinas de fumaça.

Você vê muitos achados arqueológicos que foram descobertos durante as escavações na praça, como aquedutos e restos de casa do século XI, e reconstruções como a barraca de um mercador do século medieval e um ateliê do século XII.

Eu fiquei hospedada na própria praça, em um albergue chamado Cracow Hostel, e tinha ótimas vistas para os monumentos da praça. Eles também deram várias dicas, inclusive de bons restaurantes para jantar.

 

É claro que uma das maiores atrações da praça é simplesmente andar por ela observando os prédios, as pessoas, os artistas fazendo performances, provar comida de rua (a comida polonesa é barata e deliciosa!). No natal, é onde fica o mercado com produtos típicos. Como eu disse no início do post, esse já foi votado um dos melhores espaços públicos da Europa justamente por ser tão utilizado. Não falta o que fazer.

Escrito por Julia Boechat

Estudante de história. Já morei em Bologna, fiz trabalho voluntário em Praga e viajo sempre que posso. Sou viciada em livros e filmes e estou tentando ler/ver um de cada país do mundo.

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