Um dos passeios mais interessantes que fiz no centro de Buenos Aires foi o Teatro Colón. Eu queria muito visitar, mas o tour era tão caro que pensei em comprar um ingresso para um concerto, ao invés. Mas aí, pesquisando online, descobri que eles têm espetáculos de graça quase todo domingo de manhã. Eu fui lá na sexta de manhã, quando os ingressos começam a ser distribuídos, e consegui pegar alguns, que distribuí no albergue. Domingo de manhã foi só aparecer lá. O concerto realmente foi muito bom! E saí em tempo de ir para a feirinha em San Telmo.

Um lugar surpreendentemente interessante são as Galerias Pacífico. É um shopping, então geralmente o tipo de lugar que evito. Mas ele é famoso pela arquitetura, então isso já torna o passeio diferente, e, mais importante, é onde fica o Centro Cultural Borges. O Centro é incrível e sempre tem exposições diferentes, além de ter ficado famoso como um dos lugares onde você pode ir ver tango bom e barato em Buenos Aires.

No centro, ficam vários dos Bares Notáveis, restaurantes que ficaram conhecidos pela contribuição artística ou cultural à cidade de Buenos Aires. O mais famoso de todos é o Café Tortoni, que era frequentado por Carlos Gardel, entre outros.

Na Praça de Maio, além das Mães da Praça de Maio, você encontra a Casa Rosada, o Cabildo e a Catedral Metropolitana. A Casa Rosada é aberta para visitação nos finais de semana. Achei o passeio muito interessante, apesar do choque de ver o Getúlio em uma exposição de grandes líderes da América do Sul. O culto a Perón e a Evita parece estar indo muito bem, obrigada. O Cabildo hoje é um museu do século XVIII.

Também adorei ver lá na frente as Mães da Praça de Maio, mas fiquei chateada em ver mães procurando pelos filhos sendo tratadas como uma atração turística, como se fossem uma das “dez melhores coisas para fazer de graça em Buenos Aires”. Contei mais sobre isso em um post sobre minha visita à Praça.

 

O centro é bem grande e tem um pouco de tudo.

De lá, continuei para Puerto Madero, uma área conhecida em Buenos Aires pelo trabalho de recuperação. O lugar era realmente um porto, que logo ficou desatualizado, já que grandes navios não conseguiam entrar lá. Depois de décadas de decadência, os antigos armazéns se transformaram em restaurantes, o Calatrava foi chamado para fazer aquela ponte que ele sempre faz e o lugar entrou na moda.

Gostei de conhecer, e uma recuperação tão bem sucedida me fez pensar, mas achei tudo lá muito caro e logo continuei o passeio por outras áreas da cidade.

 

Escrito por Julia Boechat

Estudante de história. Já morei em Bologna, fiz trabalho voluntário em Praga e viajo sempre que posso. Sou viciada em livros e filmes e estou tentando ler/ver um de cada país do mundo.

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