Taormina é bem diferente do resto da Sicília. Ela é inegavelmente, descaradamente, um resort. Isso se vê nas lojas chiques de roupas de marca e deixa a cidade lotada e cara demais em algumas épocas do ano. Por isso, seria o tipo de lugar que eu evito. Mas também é um lugar histórico, por onde passaram gregos, romanos, bizantinos, árabes, normandos, franceses e espanhóis, atraídos por sua localização pendurada no Monte Tauro. Ela inspirou artistas como Goethe, Klimt, Jean Cocteau, Dalì e Tennessee Williams.

A antiga Tauromenium foi fundada como uma colônia de Siracusa pelo tirano Dionísio 392 anos antes de nossa era. Dos romanos, os próximos habitantes, ficou uma das maiores atrações da cidade, o teatro com vista para o mar e para o Etna. No verão ele é sede para todo tipo de evento, inclusive peças, festivais de cinema e concertos.

O palácio Corvaja é um dos símbolos da cidade e tem influência árabe, normanda e gótica. Atrás dele, fica outro pequeno teatro, redescoberto no final do século XIX.

Se você continuar depois do palácio pelo Corso Umberto, vai passar por uma sucessão de palácios dos séculos XV a XIX, em uma rua fechada para carros. Dos lados, você vê becos estreitos com janelas cheias de flores.

Você passa por muitas praças andando pela cidade, inclusive a Piazza IX Aprile, com uma igreja gótica e vista para o Castello Saraceno, em cima do Monte Taurus. Eu não cheguei a visitá-lo, mas tem fama de ter uma boa vista para a cidade. Atravessando a praça, você chega à parte mais antiga da cidade.

As atrações de Taormina envolvem principalmente andar pelas ruas medievais e nadar nas praias lá perto, então é um lugar perfeito para quem quer relaxar, contanto que você a evite no verão. Eu fui em Taormina em fevereiro e a temperatura estava acima dos vinte graus, apesar da ameaça de chuva.

vista-de-taormina-do-alto-do-teatro

Taormina fica a cerca de uma hora de ônibus de Catania, onde fica o aeroporto mais próximo. Ela pode ser visitada como day-trip, ou usada como base para quem quer visitar praias e reservas.

Escrito por Julia Boechat

Estudante de história. Já morei em Bologna, fiz trabalho voluntário em Praga e viajo sempre que posso. Sou viciada em livros e filmes e estou tentando ler/ver um de cada país do mundo.

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