Eu separei um dia em Viena para visitar duas das obras do artista Friedensreich Hundertwasser, a Hundertwasser e a KunstHaus. Ele era um adversário da “linha reta” na arquitetura e dos prédios uniformes, que pareciam saídos de uma produção em série.

Ele se inspirou muito na Secession em Viena, principalmente Klimt e Egon Schiele, e em Antoni Gaudí.

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De manhã eu fui ao Museu das Obras de Arte Falsas, e depois fui ao edifício Hundertwasser, lá do lado. Ele foi construído nos anos 80, seguindo alguns dos preceitos do artista.

Ele amava a luz e as janelas em quantidade. Os telhados tinham que ser cobertos com grama, para dar uma idéia de colaboração entre homens e natureza. No Hundertwasser, tem até árvores crescendo dentro de quartos. Os corredores deviam ter curvas como trilhas na floresta. As crianças deviam poder escrever nas paredes (queria ver se os ocupantes seguem essa). Os pisos deviam ser irregulares, como uma melodia para os pés. Os andares de baixo tinham os maiores pés-direitos para garantir uma distribuição democrática de luz e ar.

O Hundertwasser não foi pago pelo projeto desse prédio. Ele tinha visto o desenho original, achou que era tudo que ele odiava na arquitetura, e fez esse projeto “para impedir que algo feio fosse construído lá”. Ele dizia que seria visível de longe que quem vivia lá era diferente dos escravos estandardizados que moravam ao lado.

Os apartamentos são privados, então não tem como visitar o prédio por dentro. Lá perto tem a Hundertwasser village, com várias lojas e cafés.

hundertwasser-viena-5

Depois, andei menos de dez minutos para a KunstHaus, a segunda obra do Hundertwasser. O prédio costumava ser uma fábrica de mobília até que foi renovada pelo Hundertwasser nos anos 90. Hoje, abriga um museu sobre as suas obras.

kunsthaus-viena-1

A fachada foi mudada com a parte de vidro, para deixar entrar mais luz, e com os mosaicos super simétricos construidos pelo artista, que, dizem, pensou no tamanho de cada peça. Dentro do prédio, ele também é decorado com mosaicos e pisos irregulares.

Escrito por Julia Boechat

Estudante de história. Já morei em Bologna, fiz trabalho voluntário em Praga e viajo sempre que posso. Sou viciada em livros e filmes e estou tentando ler/ver um de cada país do mundo.

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