Em muitas cidades, são oferecidos passes de entrada em vários museus e atrações. Às vezes eles parecem ridiculamente caros, mas dependendo do que você quer ver, valem a pena. Às vezes eles são baratos, e mesmo assim não compensam. Coloquei algumas dicas de como geralmente tento fazer esse cálculo e descobrir se eles valem a pena para mim.

Quando incluem atrações que você quer ver

O maior problema de alguns passes é que eles não incluem nenhuma das atrações principais da cidade. Um que eu estava pensando em comprar, o I Amsterdam, não incluía a casa da Anne Frank nem o Rijksmuseum, então optei pelo Musemkaart, do qual vou falar mais um pouco abaixo.

Às vezes você vê um passe prometendo economias de 200 euros em poucos dias. Mas só é uma economia mesmo se você vai nesses museus. O Berlim Pass, por exemplo, prometia uma economia enorme, mas quando eu vi os custos descriminados, vi que todas as atrações caras incluídas, como o tour de ônibus, Berlin Dungeons, AcquaDom, Museu Tussaud e o Legoland, eram lugares que eu não tinha a menor intenção de visitar. Os lugares que eu queria visitar, com os descontos de estudante, ficavam mais baratos que o passe, então ele não compensava para mim.

Quando o valor do passe faz sentido com o que ele inclui

Essa é meio óbvia, mas se você quer ir em três museus que cobram 10 euros de entrada cada, e o passe custa 90, ele não faz muito sentido. Mas olhe sempre se você já tem direito a algum desconto nesses museus, como desconto de estudante ou entradas combinadas para dois museus no mesmo dia. Também, alguns passes colocam na lista dezenas de atrações que são gratuitas, então é sempre bom pesquisar.

Outra coisa para levar em conta é o que mais entra no passe: transporte público, descontos em restaurantes, entradas em teatros e museus, etc. O Firenze Card, na versão Plus, dá acesso WiFi na cidade de Florença, o que pode ser um diferencial.

 

Quando te deixam pular as filas

Às vezes, principalmente em uma viagem curta, você tem que calcular o quanto seu tempo vale. Você não quer perder horas na fila de cada atração. Então se o passe te faz furar as filas, mesmo se não te faz economizar, ele pode valer a pena.

Passes que cobrem as entradas x Passes que dão descontos

Alguns passes não dão entrada em todos os museus, eles dão entrada em um ou dois e depois descontos nos outros. Isso pode fazer sentido para alguns, mas não funciona se você já tem direito a um desconto para estudantes. Descontos quase nunca são cumulativos.

Exemplos de Passes de Museus que valeram a pena para mim:

img_20170105_192857_913
Estátua da Camille Claudel no Museu Rodin, em Paris

Um bom exemplo é o Paris Museum Pass. Ele inclui praticamente todas as atrações mais visitadas da cidade, como o Louvre (preço normal 15 euros), Museu d’Orsay (preço normal 12 euros), Arco do Triunfo (preço normal 8 euros), Conciergerie (preço normal 8,50 euros), L’Orangerie (preço normal 9 euros), Musée Rodin (preço normal 10 euros), Sainte Chapelle (preço normal 10 euros), Versailles (preço normal 18 euros), Centre Pompidou (preço normal 14 euros).

Vários deles tem descontos para estudantes ou são de graça para todo mundo com menos de 18 anos e europeus entre 18 e 25 anos. Mas considerando os preços normais, esses passeios ficariam por 104,5 euros. O passe dos museus de Paris fica por 48 euros, na versão de dois dias, 62 na de quatro e 74 na de seis. Então acho que o de dois dias dificilmente compensa, a não ser que você esteja tentando encaixar tudo em 48 horas, mas os outros compensam demais. Esse passe inclui furar as filas. Só indo ao Louvre, ao D’Orsay e a Versailles, você pode perder umas dez horas se for alta temporada, então vale muito a pena.

Outra é que ele inclui uns museus diferentes, então se você quiser, pode passar uns dias nos normais e dedicar outros para conhecer lugares como o Museu dos Esgotos de Paris, o premiado Musée du Quai Branly, o incrível Instituto do Mundo Árabe, aumentar sua cota de Art Nouveau no Musée Gustave Moreau.

oude-kerk-amsterdam
Oude Kerk em Amsterdam

Como eu disse, quando fui para Amsterdam. eu estava tentando escolher entre o I Amsterdam e o Museumkaart. O I Amsterdam tem quatro versões, de 24 horas (55 euros), 48 (65 euros), 72 (75 euros) ou 96 (85 euros). O Musemkaart custa 54 euros.

O Museumkaart tem mais opções de furar fila, você pode entrar nos museus quantas vezes quiser, é válido por até um ano em várias cidades da Holanda, enquanto o I Amsterdam tem a vantagem de incluir transporte público, e tinha a desvantagem de não incluir muitos dos museus que eu queria visitar (a casa da Anne Frank é o mais famoso deles).

Como eu estava na Holanda por duas semanas e pretendia ver algumas outras cidades, eu achei que o Museumkaart valia muito mais a pena para mim. No final, apesar dos museus na Holanda serem caríssimos, eu gastei em torno de 70 euros com atrações durante toda a minha estadia, o que dá uma média de 5 euros por dia, o que foi menos do que em alguns países que tem a reputação de não serem tão caros. Mesmo gastando mais com albergue, não foi minha viagem mais cara.

IMG_20151101_205006
Nápoles com o Vesúvio no fundo

Outro que foi um grande vantagem para mim foi o Campania ArteCard. Ele inclui transporte em toda a região da Campania e entrada nas principais atrações. Basicamente, se você for de Nápoles para visitar Herculano e Pompéia, você vai gastar 20 euros de entrada, transporte pela Circumvesuviana e dois bilhetes de metrô ou ônibus em Nápoles. O Campania ArteCard de três dias custa 32 euros e cobre tudo isso.

Além disso, ele inclui entrada no Museu Arqueológico de Nápoles, Museo Capodimonte, Napoli Sotteranea, espetáculos no Teatro San Carlo e muitos dos daytrips mais interessantes de Nápoles, como Baía, Paestum e o Palácio Real em Caserta.

Escrito por Julia Boechat

Estudante de história. Já morei em Bologna, fiz trabalho voluntário em Praga e viajo sempre que posso. Sou viciada em livros e filmes e estou tentando ler/ver um de cada país do mundo.

2 comentários

  1. Olá, gostaria de saber se a carteirinha de estudante internacional da ISIC vale para descontos em Londrina, Holanda, Bélgica, Alemanha, Austria, Republica Checa e Hungria, você sabe me informar?

    Curtir

    1. Oi, tudo bom? Já usei essa carteirinha na maioria desses países, só não na Bélgica, e em todos ela teve uma aceitação grande. Em algumas atrações, também existe um requisito de idade para o desconto, é só para menores de 26 anos, mas muitas vezes nem verificam.

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s