Depois da Segunda Guerra, o sétimo distrito de Budapeste, mais conhecido como o Bairro Judeu, entrou em decadência. Cerca de 90% dos judeus húngaros pereceu no holocausto, e muitos outros resolveram não voltar para a cidade, então dominada pelos soviéticos. O número de lugares abandonados, meio em ruínas, tornou o bairro perfeito para o aparecimento dos Ruin Pubs.

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“Budapeste não é tão pequena”

Desde que surgiu o Szympla, o pai de todos eles, vários surgiram com a mesma fórmula: ache um prédio abandonado, convide artistas para pintarem as paredes, decore o lugar com móveis de mercados de pulgas e abra um pub. Eles costumavam ser um segredo da cidade, mas hoje muitos são super conhecidos e parte do roteiro de todo turista. Aliás, alguns grafites no Bairro Judeu convidavam os turistas para parar de beber e conhecer o resto da cidade.

Szympla

O primeiro em que fui foi o Szympla, o ruin pub original. Hoje ele é mega popular, e não se surpreenda se estiver completamente lotado, principalmente de turistas. O interior é cheio de instalações, inclusive um Trabant que serve como mesa.

Instant

O Instant é enorme e ocupa um prédio inteiro. Ele é mais boate que pub, mas quem estiver procurando um lugar para dançar a noite toda vai gostar. Eu fui lá no final da tarde, com o Communism Walking Tour, então estava mais tranquilo.

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Fogás haz

Menor e menos turísticos do que os outros, o Fogás haz tem a intenção de ser um centro cultural no Bairro Judeu. Ele tem um papel importante na vida artística de Budapeste.

 

Csendes Vintage Bar

Além de uma pequena galeria, o que não é incomum nos ruin pubs, o Csendes também tem uma programação variada, com música, filmes, apresentações literárias. Cães são bem vindos.

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Mazel Tov

O Mazel Tov abriu com uma proposta diferente, de ser um lugar conhecido pelo serviço ótimo, em que você se sentisse confortável seja vindo da ópera seja trazendo seu cão. Em resumo: em que todo mundo se sentisse confortável. É um misto de pub e restaurante, com comida deliciosa do Oriente Médio.

 

Eu provei vários drinks ótimos em Budapeste, a começar pelo fato de que tanto as cervejas quanto os vinhos locais são muito bons. Provei o Fröccs, um drink feito de vinho frutado e água com gás, Fény, que significa luz em húngaro, um shot feito de vodka, água com gás e licor de frutas, e Palinka, um licor típico que pode ser feito de ameixa, damasco, maçã, pera ou cereja. Eu provei o de ameixa, mas depois também provei Palincă, um licor bem parecido que é típico na República Tcheca e na Polônia.

Divirta-se nos Ruin Pubs, mas lembre-se: sem brindar. Nem falar tim-tim. Os austríacos brindavam para celebrar quando sufocaram a Revolução Húngara de 1848 e os húngaros prometeram não brindar por 150 anos. Se alguém te contar essa história lá, não adianta ser espertinho e responder com “então já acabou”. Ainda é considerado rude! Só diga um egészségedre, se você conseguir (palinka ajuda) e beba.

 

Escrito por Julia Boechat

Estudante de história. Já morei em Bologna, fiz trabalho voluntário em Praga e viajo sempre que posso. Sou viciada em livros e filmes e estou tentando ler/ver um de cada país do mundo.

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