Como a gente falou no último post, a antiga Buda, que depois seria parte de Budapeste, fica em cima de colinas. Debaixo dessas colinas, fica uma extensa rede de cavernas. E dentro das cavernas, há nascentes de águas termais, que são a fonte de uma das atrações mais conhecidas da cidade, os spas.

As águas termais fizeram Budapeste famosa para tratamento de doenças já na época romana, o que não surpreende, já que dá para achar termas romanas em tantos países europeus. Na época otomana, veio para a cidade a tradição do banho turco.

Creditos: site oficial

O banho que eu visitei foi justamente um dessa época, o Rudas Bath. Ele é um dos únicos que oferecem dias em que só mulheres ou só homens podem entrar, mas nos fins de semana, a entrada é mista. Eu resolvi usar as piscinas de manhã em um dia de semana, quando elas são bem mais baratas, e paguei 2600 florins húngaros. Em outros horários, seria 4000 florins, ou 4400 nos fins de semana.

Creditos: site oficial

Uma das termas mais famosas é a Széchenyi, em parte pela beleza do prédio. São cinco piscinas externas grandes e dezoito internas, com temperatura entre 18 e 40 graus. O ingresso para um dia inteiro, com locker, custa 4700 florins, ou cerca de 16 euros.

Eles também são muito conhecidos pelas festas noturnas, que custam cerca de 35 euros.

Creditos: site oficial

Outro muito conhecido é o Gellert Spa, também em um prédio famoso. Ele fica dentro de um hotel luxuoso, perto do Castelo de Buda. Os preços começam em 5300 florins húngaros.

Creditos: site oficial

O Kiraly Bath é um dos mais antigos da cidade, e é conhecido pela atmosfera autêntica, tendo passado por poucas reformas. Ele também tem preços bem melhores, 1300 florins húngaros para a manhã e 2400 pelo dia. Também tem descontos para estudantes, que pagam 1800 florins.

Em qualquer spa, lembre-se de levar roupa de banho, toalha, chinelo e sabonete. Dependendo da piscina, toucas de banho também são uma exigência. Tudo isso está disponível lá, mas por uma taxa extra. Por um extra, você também pode contratar serviços de massagem ou sauna.

Comparado com minha experiência em um banho turco, que tive oportunidade de fazer depois na Capadócia, achei que em Budapeste foi bem mais caro e menos relaxante – justamente porque era caro então eu não paguei pelas massagens. Mas ainda foi uma experiência diferente, que eu recomendo para quem for.

Escrito por Julia Boechat

Estudante de história. Já morei em Bologna, fiz trabalho voluntário em Praga e viajo sempre que posso. Sou viciada em livros e filmes e estou tentando ler/ver um de cada país do mundo.

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