A Ópera Garnier é um dos símbolos de Paris, mas mesmo assim um tour lá dentro revela algumas surpresas.

Opera Garnier Paris 2

Desde o início, a arquitetura do Palácio Garnier chamou a atenção – ele já foi comparado a um banho turco e a um labirinto. Uma anedota da época fala que a imperatriz Eugênia perguntou a Garnier em que estilo ele estava construindo o prédio, ao que ele teria respondido “no estilo Napoleão III”.

Algumas partes do prédio foram modificadas desde então, como o teto novo, suspenso sobre o original, com pinturas de Chagall.

Teto Chagall Opera Garnier Paris

O tour do prédio fala bastante sobre arquitetura, mas também passa um bom tempo examinando a história de O Fantasma da Ópera, o romance de Gaston Leroux que depois virou um musical. A história de Leroux misturava fato e ficção tão habilmente que ele conseguiu  clamar com algum sucesso que o Fantasma tinha realmente existido, e até hoje eles escutam essa pergunta.

Escadaria Opera Garnier Paris

Interior Opera Garnier Paris

Embora não tenha uma ilha no meio onde o Fantasma possa morar, a verdade é que existe um lago enorme no subterrâneo do Palácio Garnier. Ele foi construído em cima de um braço do Sena, e após várias tentativas de drená-las, os responsáveis desistiram e criaram o lago artificial. 

Além disso, durante a construção do Palácio, o contrapeso de um enorme candelabro caiu, matando a concierge. Essa foi a inspiração de outra cena do romance.

journal accident opera
Notícia de jornal da época

Muitas das pessoas que aparecem no romance também são reais. Christine Daë, a cantora sueca por quem o fantasma se apaixona, foi inspirada em Cristina Nilsson, uma cantora sueca muito famosa em Paris, mas que nunca se apresentou na Ópera Garnier.

O camarote do fantasma hoje tem uma placa que diz “Loge du Fantôme de l’Opéra” – e está disponível para aluguel, para quem consegue bancar.

Camarotes Opera Garnier Paris

Em 1907, 24 gravações dos maiores cantores de ópera foram enterrados na ópera em uma cápsula do tempo, que deveria ser aberta em cem anos, como Leroux diz no início do romance, embora não existam evidências de que eles tenham achado o corpo do fantasma. Em 2008, elas foram abertas. Então ainda tem como, ao visitar a ópera, ouvir os sons que encantaram o fantasma.

Escrito por Julia Boechat

Estudante de história. Já morei em Bologna, fiz trabalho voluntário em Praga e viajo sempre que posso. Sou viciada em livros e filmes e estou tentando ler/ver um de cada país do mundo.

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