Em cima de uma rochedo, no centro de uma ilha, cercada por bancos de areia e marés poderosas, fica a Maravilha do Oeste. A ilha fica a apenas 600 metros do continente. As marés baixas traziam peregrinos ao monastério, a maré alta afogava ou afastava os invasores.

Mont Saint Michel vista ao redor

La Traversée

Hoje em dia cada vez mais turistas resolvem chegar ao Mont pela via os peregrinos, caminhando pela areia movediça. As águas tem a fama de subirem com a velocidade de um cavalo galopando, e por isso andar na areia por conta própria não é seguro, e é recomendável contratar um guia.

Mont St. Michel

O Mont Saint-Michel

A estrutura do monte é baseada em uma concepção medieval de sociedade: em cima deus e o monastério; debaixo, os grandes salões; depois lojas e casas e finalmente, depois das muralhas, as casas de pescadores e fazendeiros.

Chegando lá, eu andei pela ruazinha íngreme, com degraus feitos de pedras antigas e irregulares, direto para a Abadia. Cheguei lá e pedi o audioguide, que valeu muito e pena e conta a história de cada parte da abadia.

Comecei a visita pelo terraço, e tem vista para a areia cercando o Mosteiro.

Mont Saint Michel traversia

Depois visitei a Igreja do Mosteiro, reconstruída depois da Guerra dos Cem Anos entre a Inglaterra e a França, quando o Mosteiro foi um dos poucos lugares no norte do país a não ser capturado.

Mont Saint Michel interior igreja

Depois visitei o claustro, construído no século XIII. A função dele foi a de ser um lugar tranquilo para meditar.

Logo depois fica o Refeitório dos Monges. As janelas dele são super interessantes, porque você só consegue vê-las se estiver no ângulo preciso. Se não, elas se tornam riscos na parede.  Os monges faziam aqui suas refeições em completo silêncio.

Passei por uma série de halls depois, como o Hall dos visitantes, as criptas que serviram de prisão durante a Revolução Francesa, a Sala dos Cavaleiros, onde os monges estudavam. Em todas elas, a sensação era que a maior atração não era exatamente a abadia, era aquela abadia ter sido construída naquele lugar.

Mont Saint Michel arcanjo

Mont Saint Michel 3

Saindo da Abadia, se você tiver algum tempo lá, pode visitar os 4 pequenos museus da cidade ou aproveitar os restaurantes. A comida mais famosa do Mont são as omeletes, e o carneiro salgado com sal marinho (agneau de pré salé). A comida é bem cara, como eu já esperava em um lugar que é super turístico e bem pequeno. O lugar mais famoso, La Mère Poulard, é super caro e inacessível no meu budget de mochileiros, mas é difícil achar algo por menos de 20 euros. Também tem várias lojas de souvenir, vendendo vinhos, geléias, biscoitos e outros produtos típicos da Normandia.

Mont Saint Michel antes da abadia
Por algum tempo, raramente o monte se tornou uma ilha, já que o governo francês reforçou a passagem para a ilha para que carros pudessem chegar lá. Sinceramente, não vejo o motivo. O lugar tem só algumas dúzias de moradores, que são monges ou trabalham para o turismo. Era melhor manter a mística de ilhazinha. Em 2014, eles construíram uma ponte de madeira para que ele possa voltar a ser uma ilha. Então esperemos que  monte volte a ser cercado completamente de água, como a gente vê nos cartões postais.

fotografia de Jerome Eloy
Crédito: Jerome Eloy

Como visitar: eu peguei um ônibus de St. Malo, onde eu estava em um albergue. A cidade de St. Malo é incrível, então valeu muito a pena ficar lá, mas dependendo de ônibus o meu tempo ficou pouco flexível e não consegui ver a maré.

Se você quiser ver as marés, melhor planejar a época do mês certa para visitar e ficar no Mont ou lá pertinho. Olha o site aqui.

Escrito por Julia Boechat

Estudante de história. Já morei em Bologna, fiz trabalho voluntário em Praga e viajo sempre que posso. Sou viciada em livros e filmes e estou tentando ler/ver um de cada país do mundo.

3 comentários

    1. Ei, obrigada por reblogar meu post. Vale muito a pena conhecer mesmo, esse lugar é incrível. Domingo vai sair no blog o post de outra cidadezinha lá perto, St. Malo, que também é imperdível. Depois confere lá 😉

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