Depois do Free Walking Tour em Arequipa, parecia que eu já tinha visto os lugares mais famosos de Arequipa, mas ainda tive alguns dias para explorar melhor a cidade e descobrir lugares novos.

Arequipa casa com cacti

O primeiro que visitei foi o Mirador de Yanahuara, famoso pela vista para os vulcões que cercam Arequipa. O tempo não estava bom e não consegui ver os vulcões, mas valeu a pena porque adorei o mirante feito com arcos engravados com trechos de poesia.

Essessão alguns dos quais gostei:

“Aqui se hicieron cañones del metal de las campanas para encauzurar los desbordes de lavas republicanas.”

“Arequipa: la tierra di libres anidada em los pies d’un volcan: vives libre y feliz quando viver prefiriendo ser libre a tu pan.”

“Ciudad con fisiologia de semilla, pues donde cae un desacerto brota enseguida una revolucion.”

Eles mostram muito como estar cercada por três vulcões não é apenas uma curiosidade da geografia de Arequipa, mas parte da identidade da cidade.

Além disso, o bairro é lindo, com ruazinhas brancas e vários restaurantes tradicionais.

O Mirador estava no meu caminho, já que fui com algumas pessoas do tour almoçar no La Nueva Palomino. Esse restaurante me foi recomendado como um dos melhores da cidade quatro vezes, no tour, no albergue, no Lonely Planet e por uma moça na rua para quem pedimos informações. Então chegamos lá e pedimos o prato típico de Arequipa, o Rocoto Relleno. Ele é feito de pimentão recheado com carne e batatas com queijo, e é bem apimentado. Além disso, era bem servido, e não consegui terminar meu prato.

Arequipa La Nueva Palomino

Rocoto Relleno

De tarde, fui visitar o Llama World. Uma menina no meu albergue tinha feito a maior propaganda, falando que era um parque onde você podia brincar com as llamas, mas não era nada disso. Na verdade, é um lugar onde você aprende um pouco sobre os tecidos feitos com pelo de llamas, alpacas e vicuñas, e fica na parte de trás de um Alpaca Sol, uma das marcas mais famosas do Peru. Tem até umas partes interessantes, mas as poucas llamas ficam em um cercadinho minúsculo que dá dó. Não recomendo.

Llama World Arequipa

Também fui visitar o Museu dos Santuários Andinos da Universidade Santa Maria, que também foi muito recomendado. Ele conta a história dos achados arqueológicos e santuários encontrados nos vulcões que cercam a cidade. Você começa vendo um videozinho sobre as descobertas e depois vai ver as peças, até chegar no ponto alto da coleção, a múmia de uma menina. A múmia mais famosa é a Juanita, que fica exposta de maio a dezembro, mas de dezembro a maio é outra menina que fica exposta, a Sarita. Ambas foram sacrificadas aos deuses e passaram por um processo de congelamento, então não são exatamente múmias, mas corpos preservados. De qualquer jeito, foi legal para aprender mais sobre as tradições de alguns dos povos peruanos.

Museo Santuarios Andinos

Também fui ao Mirador de Carmem Alto em um dia de manhã. Ele fica mais longe do centro histórico, e por isso decidi contratar um uber para me levar lá. Ficou em 15 soles, então até mais barato do que ir com um daqueles ônibus turísticos. A vista é melhor, mas no período das chuvas só vale a pena ir lá de manhã, já que no resto do dia fica muito nublado.

Mirador de Carmen Alto

A Casa del Moral é a casa de uma família aristocrática de Arequipa do século XVIII. Ela é muito conhecida pela arquitetura barroca-mestiça e pelas pinturas no estilo da Escola de Cusco, mas o que mais me chamou a atenção foi a mistura das paredes brancas com pátios pintados de vermelho e azul, que me lembrou muito o Convento de Santa Catalina, que já teve post próprio.

Lá perto fica a Praça de São Francisco, perto de outra das igrejas mais famosas de Arequipa. Foi um lugar onde vivi uma experiência estranha, porque pela primeira vez vi passar um caminhão de lixo na cidade, e descobri que aparentemente todos eles passam tocando Aqui no Mar, da Pequena Sereia, na maior altura. Sempre que eu ouvia alguém cantarolando a música depois disso eu já perguntava “Arequipa?” e eles riam e falavam que sim.

Também fui ao Monastério de la Recoleta, famosa pela sua enorme biblioteca. Além disso, ele também tem pequenas exibições com coleções extremamente ecléticas feitas pelos monges. Em uma sala, você encontra achados arqueológicos de várias das culturas do Peru antigo, em outra, animais da Amazônia empalhados, em outra, brinquedos de várias épocas. É o tipo de lugar inusitado que os escritores do Lonely Planet adoram, e achei que foi muito diferente da maioria das atrações no Peru.

Outra região mais distante do Centro Historico que deu para explorar foi San Lorenzo, um lugar bem estudantil com muitos bares bons para ir à noite. Gostei muito da Cervejaria Chelawasi, que faz cervejas artesanais.

Escrito por Julia Boechat

Estudante de história. Já morei em Bologna, fiz trabalho voluntário em Praga e viajo sempre que posso. Sou viciada em livros e filmes e estou tentando ler/ver um de cada país do mundo.

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